Palhaço também conta histórias!
Neste blog você pode saber um pouco mais das nossas histórias vividas nos hospitais.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Protesto!!!


Relato enviado pelo voluntário Pedro (Palhaço Jaime)
 

 

Jaime e Heitor entraram em um quarto em que havia duas meninas, uma de 09 anos e outra de 17 anos! Ao nos aproximarmos, Heitor percebeu que a menina mais nova estava deitada com a perna inclinada para a direita e notamos que aquilo era um sinal... sinal de que a menina era uma revolucionária de direita!!!
 
Assim, decidimos organizar um protesto. Jaime perguntou para B., a menina de 17 anos, sobre o que deveriam protestar e ela disse: Contra o governo!!! Neste momento, uma enfermeira estava entrando no quarto e afirmou que este seria um nobre motivo!
 
Para começar, definimos que o slogan seria: “Governo, não quero mais vê-lo!!!” “Governo, não quero mais vê-lo!!!”. Assim, começamos a protestar e a enunciar o slogan pelo quarto... Após algum tempo, vimos que a menina agora estava com a perna reta... NOSSO PROTESTO HAVIA SURTIDO EFEITO!!!
 
A menina, vendo que com a perna reta parávamos de protestar, começou a inclinar... Ela inclinava, nos protestávamos... ela esticava... nós parávamos... ela inclinava... esticava...inclinava...estic...... e assim, protestando, saímos do quarto!!! Não era só por R$ 0,20!!!
 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Entrada Permitida Somente para Médicos


Relato enviado pelo voluntário Mauro (Palhaço Malavazzi) 
 
 
Caminhávamos com o pequeno M., de uns 4 anos, pelo corredor do quinto andar, quando o Ascarez entrou em uma pequena salinha com materiais médicos. O menino, bem sabido, avisou prontamente:
- Ei, você não pode entrar aí!
- Por que não?
- Porque você não é médico!
- Ah, claro, claro, me desculpe. – e saiu.
 
Nesse momento, passa pelo corredor um jovem médico, o Dr. R., que poderia nos esclarecer aquela questão.
- Doutor, com licença, podemos fazer um teste com o senhor?
- Sim, sim, façam.
- Venha aqui, entra aqui nessa salinha, pronto. M., está tudo certo agora? Ele pode ficar ali dentro?
- Ele pode, sim.
 
O Dr. R., que não é nada bobo, decidiu complicar a cabeça do menino:
- E se agora eu é que fizesse um teste? Faz assim... palhaço, coloca esse meu avental aqui, pendura o meu estetoscópio... isso, agora entra lá. E aí, M., ele pode ficar lá dentro agora?
 
O M. olhou para mim, que estava todo paramentado, pensou um pouquinho e decidiu:
- Sim, agora ele pode.
  
A Lorena e o Ascarez, que não queriam ficar de fora, colocaram mais uma questão:
- Eeee seeee a gente encostar no Malavazzi e entrar assim, encostado, acoplado? Aí a gente pode entrar?
- Hummmm.... pode.
- E você? Não quer entrar na sala? Você encosta em mim, que estou encostada no Ascarez, que está encostado no Malavazzi.
 
Ele olhou, pensou, refletiu, foi dando pequenos passinhos rumo à portinha, deu a mão para a Lorena e entrou!
- M., agora que estamos todos aqui dentro, me surgiu uma dúvida. O Dr. R., ali no corredor, sem jaleco, sem nada. Agora é ele que não pode entrar, certo?
- Ele pode sim!
- Pode? Mas como?
- Ele continua sendo médico, ué.
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Fotossíntese


Relato enviado pelo voluntário Cristiano (Palhaço Lourival)
 

                                                                                                Ilustração Felipe Tognoli
 
 
Começamos pelos quartos de internação. Em regra, um lugar com limitações: espaço, barulho, muitas intervenções médicas e, muitas vezes quartos que não permitem visita, mas nunca desistimos.
 
Em um dos quartos não havia enfermeiros nem médicos, tampouco placas proibindo o acesso e resolvemos entrar, mas, estava lá um outro voluntário, no GRAACC as crianças recebem aulas e aquele menino estava tendo uma, não iríamos atrapalhar mas, como já estávamos no quarto e a criança não tirava os olhos perguntamos: "Aula do quê?"
"Fotossíntese." - respondeu a professora!
 
Eu e Jaime nos olhamos imediatamente e quase em uníssono respondemos: "F O T O S S Í N T E S E ? Somos especialistas nisso!"
 
E Jaime começou a explicar: imagine uma sementinha no chão e virou-se pra mim, resultado: virei uma semente agachado na frente da cama e todos no quarto já começaram a sorrir, a aula parou e a criança se ajeitou para receber aquela que seria a aula mais engraçada que eu mesmo já havia participado.
 
Jaime seguiu regando a semente, a semente brotando pouco a pouco e eu subindo devagarinho, esticava um braço, o outro, a cabeça, o corpo, a planta crescia aos poucos, embalada pela eficiente e correta narração de Jaime sobre o processo de fotossíntese, até que essa semente virou uma árvore, com flores (minha língua) e renovou o ar do quarto, encerrando assim a grande aula.
 
Sob sorrisos e os parabéns da professora, nos despedimos. Foi a melhor interrupção de aula que já fiz e a melhor aula que já dei!
 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Poetão


Relato enviado pelo voluntário Rodrigo (Palhaço Mixirico)

 
                                                                                       Ilustração Felipe Tognoli


Paramos na porta para observar a J., uma adolescente que pintava em sua cama.
De repente, avistei uma moça que vinha em minha direção! Logo disse ao Giba que ela era minha fã, que devia ter me reconhecido, e estava vindo pegar um autógrafo!!!
 
Ela parou ao meu lado e logo perguntei, ou melhor, afirmei: - Você é minha fã, né?
- Lóóóógico.... como não seria... você é tão..tão... – dizia a mãe
Nem deixei ela terminar a frase e me virei pro Giba: - Tá vendo, ela é minha fã mesmo!!!
- Acho que ela quer ser algo mais que fã! – apimentou Giba.
- Será? Já sei, vou fazer um poema para ela. Afinal, eu sou o maior poetão do hospital!!! - disse todo empolgado.
 
J. estava empolgada com a cena e colocava lenha.
Pedi a ela que me desse 3 palavras para que eu pudesse colocar no meu poema.
Ela disse "sei lá".
- Opa!! Já disse 2 palavras, falta uma só. – afirmei.
Ela riu e disse: - Linda
 
Saí do quarto, não sem antes perguntar o nome da mãe (Seiqueláana), para que meu parceiro me anunciasse, afinal de contas, não era todo sábado que um poetão declamava seu poema!
 
Poetão anunciado!! 
Entrei com toda elegância, que me é sempre pertinente, me ajoelhei, peguei a suave mão da mãe e comecei a declamar um belo poema:
 
"Quando te vi, sei lá ó Seiqueláana
Sei lá se meu amor, cabe dentro de mim.
Mas como eu gosto de banana,
Só sei dizer que você é uma rosa de jardim."
 
Seiqueláana disse que adorava banana.... ai ai ai tava funcionando!!!
Então continuei!!

"Ó Ó Ó Ó Ó Ó Seiqueláana,
Meu amor por vc é sem fim,
Por isso fui lá fora,
Apanhar essa linda rosa no jardim, pra você!"
 
Nesse momento, tirei uma rosa feita de papel toalha que estava dentro da minha calça. Seiqueláana ficou toda feliz.
 
E pra terminar declamei:
 
 
"Ó Seiqueláana, eu vou embora.
Vou embora com o coração partido.
Mas vou embora com a sensação
De te levar comigo!"
 
E saí num suspiro... como se fosse meu fim...
 
Todos aplaudiram o poema, e o meu sofrimento!
 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Em Tempo!


Relato enviado pela voluntária Daniele (Palhaça Clô)
 


                                                                                              Ilustração Ricardo Ferri


À porta de M. (15 anos) ficamos à espreita e perguntamos se podíamos entrar. O garoto somente acenou com a cabeça que sim.
 
Clô olhou pro Tunico e, em um movimento muito rápido, entrou no quarto. Tunico, mais lerdo, demorou mais.
Ao chegar ao pé da cama de M., perguntamos se a nossa entrada estava boa ou ruim. Ele disse que mais ou menos: ou seja, podíamos melhorar.
 
Assim foi criado um concurso em que estava em jogo um cargo de promoção efetivo de que quem ganhasse!!
Clô estava na fúria de ganhar!
 
Então lá fomos nós! Chegamos à porta de novo e entramos na fúria até o pé da cama de M.
E então perguntamos: - De uma nota de 1 a 7, sendo 7 o mais rápido e 1 o mais lerdo, quanto você dá pra gente?
- Hummmm... 4 pra ele e 5 pra ela! – respondeu M.
 
Opa! A vantagem era da Clô!
 
De repente, a enfermeira abriu a porta indicando que ia fazer algum procedimento.
Clô então perguntoi para M.: - Em quanto você acha que devemos sair daqui de 1 a 5?
Tunico complementou: - Sendo 1 valendo 1 segundo e 5 valendo 5 segundos!
- Hummmm ... 3! – respondeu M.
 
Em menos de 3 segundos passou um furacão por aquele quarto na fúria dos dois saírem rapidinho!!!
 
Do lado de fora conseguimos ouvir as risadas de M. e da enfermeira!
 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quarto Ao Contrário = otrauQ oA oirártnoC


Relato enviado pelo voluntário Paulo (Palhaço Arlindo)

 
 
                                                                                      Ilustração Felipe Tognoli

Estávamos passando pelo quarto de um garotinho e uma menina, quando perguntei se podíamos entrar, o menino disse que eu podia, logo pensei, Charles não pode, então pedi para que ele ficasse lá fora enquanto eu ia perguntar se ele também poderia entrar.
 
Enquanto Charles ficava na expectativa lá fora... fui explicando para o pessoal do quarto que meu amigo Charles tinha um trauma de infância, que ele era tão feio que teve que aprender a andar com 11 meses, porque ninguém queria pegar ele no colo...
Combinei com a menina, a mãe dela, o menino e seu pai, que quando Charles entrasse no quarto, todos gritariam: “NOOOOOOOOSSA... QUE PALHAÇO BONITO”...
Ensaiamos duas vezes, até ficar bem harmonizado... Logo em seguida pedi para que Charles entrasse, avisando que o menino havia liberado sua entrada...
 
Quando Charles foi dar um oi para o pessoal, todos gritaram juntos: “NOOOOOOOOSSA... QUE PALHAÇO BONITO”...
Ahhhh isso foi música para os ouvidos do Charles, que ficou muito feliz, agradeceu a todos pelo elogio e começou a zombar de mim, falando que ele era bonito e eu feio... 
 
Foi nessa hora que contei toda a verdade para Charles, pedi para que ele fosse forte e entendesse o que acontecia naquele quarto! Disse: “Charles, isso não foi um elogio, na verdade, tudo que é dito nesse quarto tem um significado contrário, ou seja, quando eles falaram que você é bonito, na verdade eles disseram que você é feio!”
 
Daí pra frente tudo ficou realmente ao contrário naquele quarto, todos pegaram o espírito da brincadeira e começaram a falar as coisas no sentido contrário do tipo:
 
“você é feio” = “eu sou bonito”
“eu sou elegante” = “você não é elegante”
“thcau” = “oi”
“oi” = “tchau”
 
Ficamos ali por alguns minutos, e confesso que no final já estava muito confuso, já não sabia mais quando era certo, quando era ao contrário, mas o que ficou marcado naquele quarto foi no momento de ir embora, quando dizíamos “oi vamos ficar, porque não param de chamar a gente de bonito” = “tchau vamos embora porque não param de chamar a gente de feio”... Eles começaram a falar: “sim, vão embora palhaços, vocês são feios, não voltem” = “não, fiquem palhaços, vocês são bonitos, voltem”!
 
De uma maneira bem confusa nos sentimos muito amados!
 
 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Fazemos Carreto


Relato enviado pelo voluntário Mauro (Palhaço Malavazzi)

 
                                                                                           Ilustração de Felipe Tognoli


Um pequeno menino puxava para cima e para baixo um caminhãozinho de brinquedo. Entramos em seu quarto, onde havia mais três pacientes e logo propagandeamos o nosso serviço de carreto. 
- T., você leva esse meu chapéu ali até o Tunico, por favor?
- Levo!
 
E lá ia o chapéu, na caçamba do caminhãozinho.
 
- T., você leva esse meu desentupidor ali até o Tunico, por favor?
- Levo!
 
E lá ia o desentupidor.
 
Mostramos ao público o quão seguro e eficiente era o nosso serviço. Será que alguém gostaria de usá-lo?
- Eu gostaria. Queria que me levassem daqui até Aracaju.
- Aracaju?! Ai, ai, ai. Tudo bem.
- Eu também quero! Quero ir para o Jardim Ângela.
- Tá... mais perto, beleza.
- Eu também! Quero ir para Piracicaba!
- Certo, combinado.
- E eu quero ir para Garça!
- Garça? Não sabemos onde fica, mas tudo bem, a gente leva.
 
Estava combinado, o caminhãozinho partiria ao meio dia e faria o trajeto para o Jardim Ângela, depois vira à esquerda e pega para Piracicaba, aí dá um pulo em Garça e, de lá, toca direto para Aracaju!
 
E o T. todo feliz que finalmente conseguiria uma utilidade de verdade para o seu caminhãozinho...
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pura Maldade!!



Relato enviado pela voluntária Paloma (Palhaça Lorena)



                                                                                             Ilustração de Ricardo Ferri
 

Os palhaços são todos bonzinhos ou existem palhaços malvados?
  
Bom, eu acho que existem palhaços malvados. Aliás, não só existem como fazem parte da Operação Arco-Íris. Quem será?
 
Ascarez e eu passamos por um quarto no quinto andar. Não pudemos abrir a porta, pois a paciente estava em isolamento. Não conseguimos simplesmente passar pelo quarto. Começamos a observar a menina que brincava de boneca lá dentro, enquanto sua mãe dormia.
 
Não demorou muito para a garotinha perceber a nossa presença. Através de gestos, nós perguntamos se a mãe dela estava mesmo dormindo e a menina respondeu que sim. Foi aí que Ascarez e eu bolamos um plano malévolo: pedimos para a garota dar um susto na mãe. 
 
Fizemos a mímica do nosso plano, simulando como a garota daria o susto e como a mãe acordaria apavorada. A menina adorou a nossa ideia, afinal, ela não parava de rir da nossa simulação.
 
Depois de saber todos os detalhes do plano, a menina foi caminhando sorrateiramente na direção da mãe. A cada passinho, a garota olhava pra gente, compartilhando o que sentia. Ascarez e eu acenávamos para a menina seguir adiante com o plano.
 
A menina chegou bem perto da mãe e Búúúúú!!!
 
A mãe levou o maior susto e acordou sem entender nada. A menina comemorou comigo e com o Ascarez, enquanto sua mãe recuperou o fôlego e deu uma risadinha. Ascarez e eu nos escondemos rapidamente e fugimos sem deixar pistas do nosso plano malévolo.
 
Tá bom, eu confesso: Ascarez e eu somos palhaços malvados! Mas só de vez em quando...
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ode ao Romão

Uma singela homenagem ao amado Presidente da Operação Arco-Íris.

Poema de autoria da voluntária Adriana (Palhaça Múrcia).





Ode ao Romão



Nesta linda manhã do dia 5 de setembro,

Decidimos homenagear, dentre os nossos voluntários, o principal membro.
 
 
 

Ele pode até não ser um grande exemplo de inteligência,

Mas hoje ele ocupa a nossa presidência.


 
 
Em suas aventuras nos hospitais ele já foi índio, astronauta e até poliglota,

Apesar de não passar de um palhaço idiota!
 
 
 
Adoramos o seu jeitinho meigo e lento, que é bem hilário,

E hoje lhe desejamos um Feliz Aniversário!
 
 
 
Ele é cativante e tem um enorme coração,

E é por essas e outras que amamos o nosso querido Romão!
 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Chorão!



Relato enviado pelo voluntário Rodrigo ( Palhaço Mixirico)



Em um dos quartos do hospital, uma mãe brincava com seu pequeno filho.

Paramos em frente a porta, meu parceiro Charles e eu, e, antes mesmo que batêssemos à porta, a mãe nos convidou a entrar.
Mal sabia ela que nós já havíamos sido convidados pelo pequenos J.!
Sim, ele nos convidou através do seu olhar... e que olhar! Até porque há tempos ele não esboçava reação a nada.
Na sua cama, J. brincava com 2 bolinhas e um vaso.
A brincadeira consistia em colocar as bolinhas dentro do vaso. Tarefa difícil para um bebê de 11 meses. Na verdade, é difícil até para o meu parceiro Charles!!
 
A mãe se manteve afastada, observando a todos os detalhes de seu bebê.
E lá estava J. tentando encaçapar as bolinhas, tendo como espectadores Charles e eu, um de cada lado da cama.
Tenta daqui, tenta dali e nada das bolinhas entrarem... quando, de repente, "pluft" (barulho de bolinha entrando no vaso), ele encestou uma bolinha.
Charles aplaudia efusivamente, eu também, mas a criança estava vidrada nos movimentos do meu parceiro.
E, quanto mais o Charles aplaudia e ficava feliz, mais o J. ria... e sua mãe... sua mãe chorava!!!
Sim... chorava um choro gostoso, um choro alegre... feliz!!!
 
E eu?? O que fiz??
Ah... eu chorei...
 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Corta o fio certo, pô!!



Relato enviado pelo voluntário Fábio (Palhaço Tunico)




Cenário: Oncologia do Hospital Darcy Vargas
Seres: Quincasss e Tunico
Público: Jovenzinho J. e sua mãe
Cena: J. fazendo algo no notebook
______________

- Olá, o que está fazendo aí no note? - Quincasss

O garoto ignora...

- Está jogando na internet? - Tunico

- NÃO TEM INTERNET AQUI NÃO TÁ VENDO!!! - Diz J. bravo e sem nenhum contato visual conosco.

- Tá jogando o que então? - Quincasss

- Tô jogando blah untho bixiuba! - Diz garoto mostrando a língua totalmente apático a nossa presença.

Silêncio de 3 segundos...

- Porque vocês não vão mostrar o pipi pros outros? - Garotinho, quase que expulsando a gente do quarto.

- É esse o jogo que está jogando? - Quincasss e Tunico, quase que falando juntos.

E o garoto começa a puxar os fios de carregador e headset todos embaraçados...

- Cuidado senão vai explodir!!! J. corte o fio vermelho, o verde não. O fio VERMELHO! - Tunico com as mãos na boca segurando seu rádiotransmissorfockers 3.8.

Leve sorriso de canto de boca no garoto.

Quincasss e Tunico se olham rapidamente...

Daí pra frente já devem imaginar a bagunça que foi no quarto, seguida de sorrisos e correrias!!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Até quando é ruim é bom!


Relato enviado pelo voluntário Fabio (Palhaço Bordô)
 


Até quando é ruim é bom.
 
A visita não tinha sido aquelas coisas.
Foi a primeira vez que esta dupla se encontrou no hospital e, por motivos que não sabemos explicar, faltou escuta, algumas propostas se perderam, algumas ideias não conquistaram as crianças, topamos com climas pesados...
 
Mas milagres acontecem todos os dias, até naqueles que não são tão bons.
Então, quando já estávamos no banheiro do subsolo para nos trocar, um senhor da manutenção do hospital passou por nós e fez questão de conversar, ou melhor, dar uma aula.
 
Com toda simplicidade e sabedoria, disse que o palhaço é uma pessoa muito importante para a sociedade, pois a situação pode estar muito ruim, mas o palhaço persiste na sua alegria, mesmo com tudo desmoronando a sua volta, por isso é um personagem para se reverenciar sempre.
 
E quem somos nós para discordar deste, cuja sensibilidade merece ser reverenciada?
 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Menino-Cachorro–lobisomem-vampiro...


Relato enviado pelo voluntário Paulo (Palhaço Arlindo) 

 

Aquela manhã estava um pouco assustadora, Pepa e eu tínhamos acabado de sair de um quarto fantasma e estávamos procurando um lugar para nos escondermos.
Vimos que havia um quarto aparentemente vazio e INOCENTEMENTE entramos, tudo parecia estar calmo e tínhamos a sensação que finalmente havíamos encontrado um lugar seguro.
 
Maaaaaaaaaaaaaaas.....
 
Quando fechamos a porta e viramos para a janela, algo estranho aconteceu, uma voz estranha vinha do fundo do quarto: “SAIAM DAQUI !!!! VOU PEGAR VOCÊS !”....
 
Nesse momento, mostrei toda a minha coragem e braveza, e em um ato heróico me escondi no banheiro, deixando a Pepa sozinha no quarto.
 
Pepa, muito irritada, foi e me tirou a força do banheiro!
 
Tentamos uma comunicação de todas as formas, até percebermos que essa voz misteriosa vinha de alguém que estava embaixo do cobertor, continuamos tentando manter contato e saber um pouco mais do que era aquilo, até o momento em que sua identidade secreta foi revelada, tínhamos entrando no quarto do incrível Menino-Cachorro–lobisomem-vampiro...
 
Tínhamos que enfrentar aquele medo!! Não podíamos deixar que os fantasmas e monstros tomassem conta do Hospital!! Pepa, de um lado, tentava pegar o Menino-Cachorro–lobisomem-vampiro pelo pé, enquanto eu silenciosamente tentava puxar seu cobertor.
 
Nesse momento eu consegui visualizar que aquela voz nada mais era do que um frágil e destemido Boneco da Turma Mônica... Há Há Há. 
Falei pra Pepa: “Olha só do que estamos com medo, disso aqui, que não faz nada pra ninguém!!”
Começamos a comemorar e pular de alegria, pois finalmente tínhamos encontrado um lugar seguro para ficar...
 
Infelizmente estávamos enganados novamente, pois o incrível Menino-Cachorro–lobisomem-vampiro surgiu enrolado no coberto gritando: “Raaaaaaaaaaaaaaaaaa... enganei vocês.... vou pegar vocês....”
 
O final vocês já devem imaginar!
Claro que saímos correndo em disparada para fora do quarto!!!! DESESPERADOS em busca de socorro.
 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

É com muito amor


Relato enviado pela voluntária Daniele (Palhaça Clô)

  



Entramos em um quarto onde havia um casal de senhores bem simpáticos. O marido é quem estava internado.
 
- Com licença, podemos entrar? – perguntaram Clô e Jaime.
- Claro! – respondeu a simpática senhora.
- Sabe... Eu vim aqui porque eu sei que vocês serão capazes de responder uma dúvida minha! – disse a Clô.
- Pois não! - disse a senhora e o senhor já ficou olhando pra saber o que viria dali!
- Sabe que que é?! ... Eu casei! É casei! Cansei de ficar solta pelo mundo então eu casei!!
- Parabéns! É muito bom casar! – disse o senhor.
- É mesmo? Então vamos ver se o senhor é capaz de responder a minha maior dúvida! – indagou Clô.
- Pois não! – respondeu ele.
Clô deu um suspiro e perguntou: - Como é que faz arroz?
Depois de risadas no quarto, a senhora se precipitou e respondeu: - Aaaah! Ele responde melhor que eu! Porque o arroz dele é mais gostoso!
O senhor respondeu: - Ah! É com muito amor!
- Poxa! Mas eu coloco o amor mais pro final ou pro começo da receita? – perguntou Clô.
- Bom, eu coloco quando ponho o arroz na panela! – respondeu ele.
- Aaah! Eu coloco logo quando ponho o óleo na panela! – disse a esposa.
Depois de uma breve discussão sobre o ingrediente principal, a esposa conclui: - É... deve ser a receita dele! Pois estamos juntos já há 49 anos!
A Clô viu que era um potencial de casamento e, dizendo que ia naquela hora mesmo comprar os ingredientes, concluiu antes de sair pela porta: - Daqui há 49 anos a gente se encontra e eu digo se deu certo!
 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

É o novo som de Salvador!!!


Relato enviado pelo voluntário Pedro (Palhaço Jaime)
 
 
 

Entramos em um quarto e encontramos I., um Pernambucano que morou muito tempo em Salvador. Começamos a relembrar ritmos da Bahia e I. revelou que gostava de Axé.
 
Jaime começou a ensaiar alguns passos e D. Saradona perguntou se Jaime sabia dançar todos os ritmos. Jaime afirmou que sim, obviamente, e I. já começou a rir, antes mesmo de Jaime começar sua dança.
 
D. Saradona pediu que Jaime dançasse o Lago dos Cisnes e, Jaime começou sua performance... Dançou, dançou e, no final, pediu a opinião dos presentes. 
 
I., que ria bastante, olhou para o Jaime e disse: “Eu não vi nenhum Lago dos Cisnes... para mim parece mais a DANÇA DA GALINHA DESPENADA”. 
 
Neste momento Jaime percebeu que havia criado uma nova dança que revolucionaria o mundo!
D. Saradona também achou incrível a nova descoberta e convidou Jaime para sair em busca de patrocinadores.
Assim, deixamos o quarto ao som dos risos de I. e rebolantes com mais uma descoberta!!