Palhaço também conta histórias!
Neste blog você pode saber um pouco mais das nossas histórias vividas nos hospitais.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pé de uva


Relato enviado pelo voluntário Rodrigo (Palhaço Mixirico)




Logo que me viro, me deparo com uma figura nova: Prazer, Lourival!!!!

Ah... como é simpático esse cara... e é esse cara que vai encarar, comigo, o Menino Jesus!!!!

A caminho do Hospital Dia (8º andar) nos deparamos com a "segurança" Negativa - toda resposta dela era não!! aff!!! Tem horas? Não! Tem criança nesse corredor? Não! Quer casar comigo? Sou bonito?  Quer me dar um beijo? NÃOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!

OK, continuemos nosso percurso, mesmo porque o melhor ainda está por vir! Chegando ao Hospital Dia, uma sala enorme com macas e crianças, cadeiras e enfermeiras, palhaços e choros, fomos recebidos pelo presidente dos EUA Mr. Barack Obama (que estava disfarçado de enfermeiro). Dentro do quarto fui indagado, por uma menina, sobre meu sapato, mas não deixei barato e falei que o sapato de uvas dela era muito pior que o meu, pois o dela dava pra comer.
Lourival me corrigiu dizendo que uva não se come, se chupa. Preferi ficar calado, pois se ele chupa, é problema dele!

Essa menina, aliás, foi o que nos sustentou dentro do quarto. Ela jogou muito com a gente, entendia nosso jogo.
Quando estávamos falando sobre os sapatos e as uvas, entrou no ambiente uma enfermeira, que, exagerando, media 1,40m. Percebi a presença dela e comecei a perguntar para as mães se elas estavam acompanhando aquela criança. Todos negaram e a menina do pé de uva, disse que ela não era criança e sim adulta.
Expliquei a ela que adultos eram grandes. Aí veio a melhor explicação sobre adultos/idosos.
Ela disse: Ai, você não sabe que quando crescemos ficamos adultos e grandes, daí quando a gente envelhece, ficamos idosos e o idoso fica mais baixo, porque ele começa a diminuir de tamanho.
Eu disse que queria ficar idoso porque idoso era do tamanho de uma criança e isso fazia do idoso uma criança!!

Complexo, não?

Mas é assim mesmo!! Porque eu quero continuar nessa vida hospitalar até ficar bem, mas beeeeeem pequenininho!!! 
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Jacaré na área



Relato enviado pelo voluntário Alan (Palhaço Jamal)




Dona Saradona! Corre, cuidado, calma, pára, anda!!! Fuja! Tem um jacaré querendo pegar a T.! Temos que ajudá-la!! Ai caramba!!!

Foi neste clima de vai-e-volta e envolvendo muita confusão que o Jamal começou o dia no Hospital Menino Jesus, na companhia da Dona Saradona. Uma meninha morena, toda de rosa, morrendo de sono, prestava atenção nos dois palhaços que lá estavam. Mas cadê o sorriso, cadê a risada?

Para responder esta pergunta, bastava olhar para a avó, a tia e a amiga da T. Como riam! Riso frouxo nível 5! Já a T. Só olhava mesmo. Era impressionante! Jamal se esfregava na parede, Dona Saradona chamava a atenção do Jacaré (que estava na blusa da tia), quando de repente: PPPPÁÁÁÁÁ!!!!

Jamal pegou a bolsa da tia e bateu na cabeça da mesma, matando assim o jacaré e salvando a vida da T. Que continuava só olhando.

Assim basicamente foi o dia deles dois. Muita confusão e diversão. Até de Mazzaropi Jamal foi chamado. Será que parece? Lembra pelo menos?

Não sabemos a resposta. Só sabemos que palhaço melhora sim o ambiente hospitalar. E aguarde o próximo dia, T.. Nós ainda te faremos rir!!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Momento poético by Paloma




Na não tão distante capacitação de 2011, após acompanhar uma visita no hospital, a então candidata Paloma escreveu um poema!
Hoje ela é a nossa querida palhaça Lorena e o seu poema sempre nos servirá de inspiração!!


“Que coisa maluca essa de querer ser palhaço.
 Que coisa estranha essa de não saber como ser palhaço, mas querer se tornar um deles.
 Que coisa assustadora essa de despir-se de tudo para adotar a cobertura mínima do nariz.
 Onde foi que eu me meti?
 Que tarefa bonita essa de visitar crianças.
 Que tarefa difícil essa de alegrar crianças no grande prédio das pessoas de branco.
 Que tarefa desafiadora essa de manter os olhinhos delas vidrados no ponto vermelho e manter os olhos meus livres de lágrimas.
 Onde foi que eu me meti?
 Que transformação enorme essa pela qual passarei para encontrar o meu palhaço e convidá-lo a visitar crianças comigo.
 Que transformação contagiosa será essa de driblar as pessoas de jaleco, de roupa azul e de terno preto, depois conquistá-las e encontrar a chave vermelha da porta de entrada.
 Que transformação instantânea que parece já acontecer dentro de mim. Que transformação demorada para saber o que fazer com essa vontade crescente.
 Onde fui parar?
 Fui parar onde minha vontade me levou, onde os narizes ensinam e as crianças sorriem.
 Caminho encantador e assustador. Onde a vontade manda e o nariz obedece. Onde o nariz decide e a vontade cede.”

 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ondasss



Relato enviado pelo voluntário Dantas (Palhaço Quincasss)





 
Estávamos lá no 4º andar, muitas crianças, muita gente, muitos pais, muitas mães, médicos, enfermeiros, o Lourival e eu! Foi uma manhã de muita diversão.

A brincadeira começava com um "OI" para uma pessoa e reverberava para mais um monte de outras.

Uma hora surgiu uma mãe com uma criança de colo, um garoto loirinho de cabelos enrolados de uns 10 ou 12 meses acho. Ele viu os palhaços e sorriu. Eu vi esta criança, mas muitas outras crianças estavam por ali e a brincadeira continuava.

De repente, em outro momento, aquela mesma mãe com o garoto loirinho de cabelos enrolados, passou novamente perto de mim. Aí eu não resisti e fui até lá! Um olhar de curiosidade estava nos olhos de R. (depois descobri o nome dele), ele estendeu uma pequenina mão em direção ao meu nariz, apertou com delicadeza e sorriu, um sorriso de extrema felicidade, eu também sorri, abri os braços e abracei aquele pequeno ser, junto com sua mãe. Quando me afastei do abraço, novamente surgiu aquele sorriso de felicidade no rosto de R. e de sua mãe, e aquela mãozinha vindo em direção ao meu nariz novamente, mais um aperto, mais um sorriso, mais um abraço.

Por algumas vezes este enredo se repetiu, e esta felicidade era passada em ondas para as pessoas que estavam ao redor como quando você atira uma pedra no rio e as ondas vão se espalhando para o espaço.

Aquele pequenino ser, num gesto de extrema delicadeza e curiosidade, jogou uma pedrinha no rio que com certeza gerou muitas ondas de alegria naquele corredor.

No Quincasss gerou muita alegria e emoção. Agradeço ao Universo por este momento único na minha existência.

 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Apenas mais um dia normal de visita no Hospital




Relato enviado pela voluntária Priscila (Palhaça Salamandra)






Sábado, dia 28 de Abril de 2012, 8h30.
TRIM!TRIM!
Dênis: - Boss? Aqui é o Dênis. Seguinte: tô indo para o Emílio Ribas, mas esqueci as coisas em casa. Será que alguém me arruma nariz, maquiagem…? Porque se eu voltar pra buscar vou me atrasar muito.
Pri: - Tranquilo. Vai pro hospital que a gente dá um jeito.
Sábado, dia 28 de Abril de 2012, 9h15.
Dênis: - Fala aí, galera! Beleza? Então, eu esqueci a mochila em casa, vou precisar de tudo emprestado?
Pri: - Caramba! Tudo? Não era só nariz e maquiagem?
Dênis: - Não. Falei que tinha esquecido as coisas. Isso significa todas as coisas.
Pri: - Mas tu é uma anta mesmo, hein?
Carla: - Opa! Nariz eu tenho um de reserva.
Dênis: - SHOW!
Alê: - Maquiagem tá na, mão.
Dênis: - Boa!
Pri: - Eu tenho um vestido roxo.
Dênis: - Tem mesmo? Pega aí que eu boto. Será que vai ficar muito gay?
Edu: - Fica frio, eu tenho uma gravata borboleta.

Moral da história1:
Palhaço não tem sexo, não tem cor, não tem raça, não tem religião, não tem time, não tem não.
Tem apenas uma vontade louca de ser o que ele é.

Moral da história 2:
Um vestido roxo e uma gravata borboleta é tão másculo quanto o bigode do Fred Mercury.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um veterinário, URGENTE!



Relato enviado pela voluntária Priscila (Palhaça Salamandra)

                               




Precisávamos de socorro e sabíamos que só uma pessoa poderia nos ajudar.

- Por favor, um veterinário. É urgente!



Cinco palhaços desesperados, no Hospital Emílio Ribas, frente à sabedoria de uma profissional, que mostrava, em seus cerca de 12 anos, conhecer não apenas de animais como também de genética uma vez que cuidava e também produzia inúmeros cachorros coloridos feitos de bexiga.



O caso era grave: dois caminhoneiros haviam atropelado o cachorro da Salamandra que, naquele exato momento, mostrava-se deformado por conta do acidente.

Doralina e Sula buscavam inutilmente descobrir se o cão havia perdido o rabo, a perna ou a cabeça.

Salamandra, enfurecida, acusava Durval e Giba, também conhecidos como Pedro e Bino.



O caos estava instalado, a veterinária fez o possível, mas ele se foi. Apesar dos esforços, o cão laranja esvaiu-se em ar.



É…, a vida, às vezes, reserva tristezas.



Tomada pelo desespero, Salamandra rende-se ao pranto digno de uma novela mexicana, enquanto os companheiros tentam, em vão, consolá-la. Mas a solução não poderia vir de outra pessoa. Quando tudo eram lágrimas, a veterinária entrega à palhaça, um lindo filhote de cachorro cor de laranja. Idêntico ao primeiro antes do atropelamento.



Viva!

Quanta alegria!

Quanta festa!

Quanto entusiasmo!



BUM!



É…, a vida, às vezes reserva tristezas...

Principalmente para os cachorros feitos de bexiga. Mas o que é um cachorro vazio perante um quarto cheio de gargalhadas?


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Batatinha em Destaque

Vitor, nosso querido Batatinha, saiu do forno, ops, quero dizer, no informativo da empresa!





 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aahhhhh tá!

Relato enviado pelo voluntário Mauro (Palhaço Malavazzi)





Entramos eu e Amâncio em um quarto em que havia um menino na cama, acompanhado por sua mãe.

Em um canto do quarto, havia sobre um móvel um brinquedo que era uma cidade, com carros, prédios, árvores e tudo mais. Concluímos que o menino era o prefeito da cidade.

Montamos uma saudação especial ao prefeito, toda pomposa, tiramos dúvida com a secretária do prefeito (a mãe), conversamos com o prefeito, era um dia muito especial. Era prefeito pra cá, prefeito pra lá, prefeito isso, prefeito aquilo.

Certa hora, o menino, que estava se divertindo até então, fechou a cara de repente e disse:

- Eu não sou prefeito.

Chocados com a revelação, questionamos: - Não?

- Não. Eu sou ser humano.

- Aahhhhh tá.

Com essa novidade, percebemos que tínhamos confundido tudo até àquela hora. Ele não era prefeito, era ser humano. A mãe não era secretária, era ser humano. Íamos nos despedindo após essa interação de muito aprendizado:

- Já estamos indo então. Vou levar o meu colega Amâncio, que é um ser humano.

- Ele não é ser humano - respondeu o menino.

Chocados novamente, respondemos: - Não?

- Não, ele é palhaço.

- Aahhhhhhh tá.

 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Casório

Relato enviado pelo voluntário Eduardo (Palhaço Giba)




- Podemos entrar?
- Claro, fiquem a vontade.

Quase um convite para tomar um café em sua casa. Casa da dor que acaba dando lugar à piada.
Parece que transformar sofrimento em riso é mais simples e mais profundo do que eu imaginava.
Bastou que estivéssemos lá para tudo acontecer.

- Eu sou modelo.
- É sim, modelo. Modelo da Ultragaz!

A ponte estava construída. A conexão não do gás, mas de quem antes do "Claro, fique a vontade" não tinha e nem sabia de que ali dentro, havia força para tirar um sarro.

- Múrcia, casa comigo?
- Não, ela vai casar comigo.
- Não, ela vai casar comigo.
(duelo espartano entre Baltazar e Giba)

De repente, aquela que estava quieta, deitada, bastante debilitada, sugere:

- Case com os 2! Ai, vira a Dona Flor e seus 2 maridos.

E quem diria que essa sugestão veio de quem já teve 2 maridos? Um que a abandonou com o filho e outro que a passou o HIV e morreu. Uma história que só não é mais triste por que não houve espaço para o Padre, ou a "Padra", ficar se remoendo. Sim, ela foi o "Padre", que fez o sinal da cruz, abençoou, disse " Podem beijar a noiva" e depois jogou até arroz imaginário. E o imaginário foi mesmo real naquela hora, tão real, que a juíza, paciente da cama ao lado, falou pra gente passar a "Lua de Mel" em Itanhaém.
Nessa hora, Itanhaém passou a ser, para nós, a mais bela das praias porque devia ter um significado enorme pra ela.

Eis que a briga do noivo bonito e do feio deu lugar para a do tonto e do besta numa cerimônia maluca onde, primeira vez, o juiz e o padre emocionaram mais do que a noiva que, diga-se de passagem, estava linda de boina vermelha.

 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Presença de Palhaço


Relato enviado pelo voluntário Tomás (Palhaço Estafúrcio)


O palhaço não precisa ser visto para estar presente!
Sempre ouvimos que o palhaço transforma o ambiente em que está presente. Ou será que é quem está no ambiente que transforma o palhaço? Ou será o conjunto de tudo que transforma todos?
Há alguns sábados atrás havia um menino cego que estava na Quimioteca do GRAACC brincando com um quebra-gelo.
Iniciamos uma brincadeira muito simples, apenas pegávamos os cubos e tentávamos encaixá-los no quebra-gelo. O menino se divertia e a nossa simples brincadeira passou a ser interessante.
Mas interessante mesmo foi, que quando ele soube que éramos palhaços, ele colocou um dos cubos no seu próprio nariz, como se ele também fosse um palhaço!
Não posso dizer que essa foi exatamente uma super ação palhacística, mas me tocou.
E porque não dizer que nos transformou?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O lance pode estar no relance


Relato enviado pela voluntária Adriana (Palhaça Múrcia)

Numa visita no Hospital Darcy Vargas, há algumas semanas, quando Bordô, Sula e eu passávamos pelo corredor de um dos andares, eu olhei levemente de relance pela porta de um dos quartos que estava aberta.

Nesse olhar curioso, eu vi um menino deitado na cama, sozinho, quietinho e cobertinho com o lençol, no quarto que estava com a luz apagada. Opa!! Naquele quarto tinha um lance! E simplesmente não dava pra continuar andando por aquele corredor!

Numa abordagem bem tímida, eu pedi que meus companheiros parassem no corredor e da porta falei pro menino: “Oi, bom dia! Desculpa te atrapalhar, mas é que eu estava passando aqui no corredor, quando eu olhei de relance e vi você bem aí!” A fisionomia do menino se transformou de imediato, ele abriu um sorrisão e olhava pra minha cara com uma cumplicidade deliciosa!

Na mesma hora Bordô se interessou e resolveu fazer novamente a passagem pela porta para ver o menino de relance! Ele também constatou que ela havia um lance e pediu a Sula que fizesse o mesmo. Sula prontamente atendeu e também achou o máximo ter aquela vista de relance!

Estávamos os três tão extasiados com a nossa descoberta de relance que não cabíamos em nós!! Começamos a fazer alarde no corredor e pedimos a moça da limpeza que fizesse a nossa experiência! Ela prontamente nos atendeu e de uma maneira muito simpática, passou pela porta, viu o menino de relance e também achou o máximo! Na sequência, uma mãe com uma menininha no colo passava pelo corredor e também resolveu participar da nossa experiência!

Todos estavam felizes em olhar para o menino de relance!! E ele ria chacoalhando todo o corpo e até passando a mão pelo rosto!

Ele olhou pra gente e disse: “Podem entrar aqui!”
Nós entramos! E começamos a ter outras visões dele de relance! Olhávamos de relance passando na frente da sua cama, olhávamos de relance saltando na frente da cama, olhávamos pra ele de relance até fazendo uma simulação tripla de um elevador que subia e descia passando pela cama que estava vazia do outro lado do quarto!
Em todas as nossas passagens ele ria muito com a nossa surpresa em cada olhar, em cada relance, em cada contato que cada um de nós três fazia com ele!

E foi nessa descoberta de relance que a Sula, com seu imenso talento musical, começou a cantar o “Rap do Relance”, composto naquele mesmo momento, que prontamente foi acompanhado pelo Bordô e por mim! E foi com essa trilha sonora que saímos do quarto dando nosso último olhar de relance pra aquele menino que ria pra nós com uma alegria contagiante!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Nome do Riso


Relato enviado pelo voluntário Dantas (Palhaço Quincasss)


Tem muita gente que acha o meu nome engraçado (Quincasss), mas esses dias atrás eu conheci uma mulher que achava o seu próprio nome engraçado!!! E isso foi ainda mais engraçado!
Dona Borboleta, Ornela e eu estávamos no Hospital Dia, do Hospital Menino Jesus, onde conhecemos o M., um menino muito esperto que tinha uma particularidade – não queria dividir sua mãe com ninguém!
Logo imaginamos que a mãe dele era uma mãe muito especial, para ele querer ela inteirinha só pra ele! Isso despertou a nossa curiosidade e logo quisemos descobrir mais sobre aquela senhora.
Para uma boa investigação, precisávamos começar pelo nome dela! E assim perguntamos o seu nome. Ela prontamente respondeu “S. D.” (nome e sobrenome) e riu!! “Riu”... na verdade gargalhou!
Isso foi tão interessante que quando falávamos o nome dela (S. D.) gargalhávamos também!! E sempre assim! Logo que um falava o nome S. D. todos gargalhavam! Todos nós e todos que estavam ali, inclusive a própria S. D. e seu filho M.
E foi no meio de tantas gargalhadas que eu entendi o porquê o M. não queria dividir sua mãe! Afinal de contas, não é toda mãe que nos faz gargalhar só de falar o próprio nome!
S. D.!! huahuahuahuahuahuahua

terça-feira, 17 de abril de 2012

MC DEU MAL

Relato enviado pelo voluntário Cristiano (Palhaço Lourival)



Deus é clown!! Nunca duvidem disso!
Há alguns dias, No GRAACC, Dona Saradona e Lourival foram parar no 1º SS, sem a menor pretensão, só para atrapalhar um pouco a vida das pessoas mesmo, funcionários e etc...
Estávamos lá para fazer bagunça e levamos a sério isso... mas descobrimos uma linda surpresa: do outro lado do balcão, pai e mãe que já havíamos conhecido na quimioteca sem a filha, estavam lado a lado com ela, a filha, grande já, uns 11 anos talvez, linda!
Ela reclamava com a mãe e chorava no intervalo, o pai só olhava, e isso bem na hora que nos aproximamos... puts...
Andamos na ponta dos pés para não atrapalhar, até que conhecemos o que nos salvaria!! Desceu do nosso lado por uma escadaria o MC DEU MAL... boné, óculos escuros, chiclete e marra, muita marra!!!
Brinca daqui, sarro de lá, lado a lado nos comparamos e identificamos uma alta carga de moda, afinal, o cara era artista!
Chamei a atenção das atendentes pedindo preferência para o artista e, do nada, a menina que antes chorava estava rindo e entrou no jogo!!

Como é gostoso ver o choro virar riso!

Valeu Mc Deu Mal!

Valeu Dona Saradona!

Ah, você aí escondido, que manda essas figuras do nada nos ajudar, valeu! Você é o cara! E você é clown!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Missão do Riso


Relato enviado pelo voluntário Tomás (Palhaço Estafúrcio)

A Missão do Riso

Começamos o ano recebendo 21 novos voluntários que foram aprovados num longo processo seletivo que tivemos no último semestre. É sempre uma dose extra de energia que os novos integrantes trazem pra ONG, certamente 2012 promete!

Dentre os vários exercícios que aplicamos durante a capacitação deles, um dos meus preferidos é o exercício da coxia, também conhecido como picadeiro. Neste exercício cada um tem a oportunidade de aplicar diversos conceitos de palhaço e improvisação com um único objetivo: divertir o público! Não é fácil explicar em poucas palavras, mas basicamente quem está em cena precisa mostrar algo interessante e engraçado ou... FORA!
Ao mesmo tempo em que pode parecer cruel, este exercício é irmão da realidade. O público tem sua “crueldade”. Há alguns sábados vivi isso na pele durante a visita ao GRAACC.

Uma menina de uns 7 anos queria muito a nossa presença. Ela não sossegou enquanto não fomos até ela. Quando chegamos, ela já nos entregou a nossa missão com uma clareza incomum para a idade: “Faz algo engraçado para eu rir”.

Até tentamos explicar que a gente não era engraçado, mas ela não estava lá muito disposta a discutir o conceito do que é ser palhaço. Ela queria rir, não abria mão disso e a gente é que tinha que fazer isso.

Rapidamente fomos transportados para “A coxia” e começamos a improvisar algo que a fizesse rir. Minha parceira (Palhaça Zélia), que acabou de entrar para a ONG, tentou fazer um passo engraçado que eu pensei que fosse dar resultado, mas a menina olhou para seu acompanhante (que estava se matando de rir) e disse: “Não tem a mínima graça!”, continuando em seu semblante sério.

Lá foi Estafúrcio pular no abismo também sem saber o que fazer. Peguei o suporte do soro, levantei e comecei a girar no ar com um calculado risco e apontei para o nariz dela. Fiquei parado uns segundos nisso e, qual não foi minha surpresa, ela se entregou em franca risada! Sabe-se lá o que havia de engraçado, mas ela se entregou a nós!

Eu não sei explicar bem o sentimento que tive, mas foi algo como: “Ah! Deu certo!!!”. Que delícia quando estas coisas acontecem! Aquela menina não foi em momento algum cruel conosco, ela simplesmente nos convidou para entrar no mundo dela, confiou em nós e nos recompensou com o que de melhor podemos ganhar: Risos.

Sim, cada dia mais eu tenho a convicção de que: “Meu alimento é fazer rir”.

E o ano só começou...

terça-feira, 10 de abril de 2012

O que é afeto?


Relato enviado pelo voluntário Rodrigo (Palhaço Mixirico)




Chegaram na Quimioterapia do GRAACC... ops, esqueci de apresentá-los, prazer: Mixirico, Charles e Zélia. Como ia dizendo, chegaram "chegando", botando banca de que era o melhor trio de palhaços do hospital... e foram recebidos com muita euforia!!!!
Mentira, ninguém deu muita bola... é a vida! Mas eles não desanimaram e, na difícil tarefa de "afetar" alguém, os olhos, ávidos, buscavam ser correspondidos.
Nessa linha tênue, encontramos a L., uma menina doce, mas exigente. E Zélia, tratou logo de me avisar: "Mixirico, ela é aquela garota de que te falei. Que me pediu pra fazer algo engraçado". Mixirico, que não é bobo nem anda, ficou escondido atrás da grade que separa as camas, "deixando só seu nariz para fora". Deixou Zélia e Charles na mão e ficou lá, de boa... Zélia e Charles fizeram alguns jogos com a menina, conversaram e tiraram foto com ela, etc. L., esperta que só, percebeu que estava faltando alguém e com os olhos, e sua boca banguela, convidou Mixirico para ir até ela.
Segue a conversa:
Mixirico: O que você tá me olhando?
L.: Vem aqui.
Mixirico: Num vô!
L.: Vem aqui.
Mixirico: Num vô nem a pau!!!!
L.: Por que?
Mixirico: Porrrrrr que? Porque eu tenho medo de criança banguela!!!!!
L.: Pode vir, eu num faço nada.
Mixirico: Vô não, num confio em criança banguela.
L.: Vem, pode confiar em mim, eu sou boazinha.
Coração do Mixirico: shiiiuuwuuuwwwwww (som de coração derretido)
Mixirico: Ah, então eu vou!!!
E Mixirico foi até ela e explicou o porque de seu medo (era porque as crianças ficavam banguelas, porque mordiam palhaços), e ela toda alegre dizendo que os dentes tinham caído da boca porque a fada dos dentes queria eles...
Depois de toda essa conversa sobre dente, medo, fada e afins, a L., toda delicada, pegou em sua mão e deu um beijo. Ele saiu de lá todo bobão, apaixonado e com o braço erguido para ninguém pegar/encostar em seu beijo.
Aquele era O Beijo, e Mixirico foi afetado pelo seu carinho... e que carinho...
Depois eles foram para outras camas (e o Mixirico sempre com o braço erguido) brincaram com outras crianças, até que o Charles foi chamar a Zélia, a pedido da L.
E Zélia veio dizer ao Mixirico, o que deixou extremamente emocionado, que a L. mandou falar que ele poderia abaixar o braço, pois o beijo que ela deu em sua mão, entrou pelo seu corpo e chegou ao seu coração, e lá... ficaria...

Isso é afeto!!!!!