Palhaço também conta histórias!
Neste blog você pode saber um pouco mais das nossas histórias vividas nos hospitais.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Programa de quinta




Na terça a Pri teve uma cirurgia plástica...Então para cumprir a missão da semana fizemos uma plástica na escala e trocamos a terça pela quinta e deu tudo certo!

Já começou com a piadinha do palhaço e do dono do circo. Como nenhuma de nós duas quer ser dona de circo fomos trabalhar. O Gandhi do bigode disse que foi cortar cabelo. Mas veja bem, com aquela carequinha o que ele cortou? Dissemos até que a franja estava torta...rsrs
Ainda no segundo subsolo, o chefe do departamento Facebook estava estreando. Todo mundo megasério...
No setor de abrição e fechação de caixinhas dava até sono...Uma velocidade de lesma na primeira marcha!
Subimos para o 7º (tão bom andar de elevador...a gente sobe na vida!). O Miguelzinho é um bebê Don Juan, todas as mulheres babando por ele. E pisca, e manda beijinhos, dá risadinha com a mãozinha na boca e atira chupetas prá todo lado! Encantador...
Como tinha muitas plaquinhas de Não Entre, ficamos pouco nesse andar. E tinha reunião das médicas, por isso não dava para brincar muito.
Na brinquedoteca vimos muitas voluntárias que não conhecíamos. Tinha oficina de jóias e bijuterias. Com brilho e glamour ou de plástico sem glamour.
Descemos para a Quimioteca, que estava lotada. A recepcionista ia para o Rock in Rio e buscava o caminho no Google Maps. Todo mundo na praia...Ipanema...sol, mar...Encontramos o Richard, estrangeiro. Com ele hablamos mucho. Ele ensinou mágica para a Edith. Mas ela não conseguiu arrancar o polegar porque tem o dedo muito curto. E ela é dedo duro...
O JeanLuca não enxergava a gente, mas nos ouvia muito bem. E dava golpes de karatê na Dona Borboleta, era ninja. Ele se encantou com as bolhas de sabão, ele quis sentir nas mãos e depois pediu para fazer. Tanto gostou que ele quis pegar e não devolveu mais. Momento Desapego Edith...
No 1º subsolo descobrimos que o João Grandão é o João do Colo. E a bebezinha que estava chorando de fome por conta do jejum para fazer o exame encontrou um super colo aconchegante naquele canto do hospital. Lindo de se ver...

E foi assim o nosso super dia, com tropeços no 5º andar onde não achamos a Ana nem o segredo da Ana, na quimioteca com as broncas da moça do Google Maps e a viagem do Rock in Rio, com a notícia que a menininha do macaquinho de fuxico virou estrelinha e com o reencontro da Dona Borboleta com o menino que a chamava de Privada Musical.

Valeu o dia Dona Borboleta + Edith Charlote.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fotos da Capacitação 2011 - 1ª fase





Um novo time de voluntários começou o processo de Capacitação.
Sejam bem vindos!
Espero que aguentem o tranco, pois aqui não tem Capitão Nascimento mas tem Araci e Janja de auxiliar...ou seja...



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ultimate Fighting Clowns






A palhaçada toda já começou nas trocas de e-mails. A caixa postal virou uma arena de lutas. UFC - Ultimate Fighting Clowns. De uma dupla acabou virando trio...E trio já sabe...Não ia dar muito certo, mesmo NUNCA dando mesmo!
E aos trancos e barrancos lá foram os 3 patetas para o Jesus Boy... Boa sorte!


Prá variar...a Djapa comeu bola. O tal do bat-café não era o café em frente ao bat-hospital. E a Djapa foi andando guiada por uma loira GPS, logicamente para a direção oposta...
Djuliano chegou e já enchia a cara com suco de laranja...depois disse que bebida ele aguenta bem, que é só não misturar destilado com daquelelado...Daí ele resolveu tomar água de coco. Xiiii, suco de laranja com água de coco...Pirou de vez!

Fomos recepcionados no hospital pelo Ricardão, o super mega blaster segurança de 2 metros e meio de altura. Tapete vermelho e coisa e tals...

Subimos para o andar do Pinguim onde fica o camarim. Isso mesmo, rimando assim...

Camarim foi pintado, tinta fresca, clareou a sala e apagou a senha do armário. Mas a Djapa sabe a senha de cabeça e abrir o super armário das identidades secretas não foi problema.

Djuliano ficou fazendo uma cirurgia no nariz que perdeu a sustentação. Quase chamamos o Pitanguy...No final deu tudo certo e ele deu até uma lustrada na Ferrari vermelha (seu nariz).

Antes de sairmos na missão, surge uma espiã russa. É, uma russa brava prá caramba! Depois descobrimos que ela esqueceu de tomar o remédio pornô, aquele das tarjas pretas...Ela fica ouvindo vozes direto. Disse que trabalha com psicologia infantil...Doida de pedra! E russa!

(Astolfo e a espiã russa, compactada fazendo cara de espiã! Ãhn?)

Saindo pelos corredores, Matilda, Dona Borboleta e Astolfo logo começaram o combate. A porta fechada foi nocaute no primeiro round. Matilda e sua clone de calçola de bolinhas só na torcida.

Dona Borboleta fantasiada de árvore de Natal da 25 de março só faltava ligar na tomada para acender o pisca pisca. Uma vitrine ambulante. Astolfo se mordia de inveja e foi descoberto: a chupeta que estava jogada no chão era dele! Tinha foto comprovando!!!

A terapeuta ocupacional deu uma tarefa para o Astolfo se OCUPAR. Um joguinho com o sapato da Matilda, que também serve para lavar o arroz. Sapatinho multi uso!

Hoje fomos até fotografados para um jornal mural coisa e tal. No corredor da famosa sala 600 rolou o combate da Dona Borboleta com o Astolfo. Graças ao senhor Miyagi, a Dona Borboleta venceu!




Teve Clown Fashion Week no 5º andar, com direito a novo figurino da Matilda. Mude a cara de sua roupa em dois minutos!

(New look da Matilda)

O Astolfo implorou para Santo Antonio ajudar a desencalhar, ele e a Matilda. Daí surgiram muitas, mas muitas candidatas! Loucura!

(Astolfo rezando para Santo Antonio)

Na brinquedoteca o Astolfo mostrou o cofrinho sem fundos...Vexame total! O Natal estava lá e concordou com tudo!!! Falando em Natal, tinha uma pacientezinha que nasceu no Natal e outra na Páscoa...olha que econômico... Nem precisa comprar dois presentes.

(A pretendente, uma tal de dona "Wikipidia")

Mas no final das contas, a carne de Astolfo Pipo foi fraca, fraquíssima, e a belíssima mulher do elevador conquistou e nocauteou seu coração.





E assim foi mais uma manhã alegre no hospital. Djuliano menos 9 quilos, Aline GPS desnorteada e Djapa papa-grão-de-bico cumpriram a missão do dia!!!




Observação: na sala de observação a reunião das médicas com a enfermeira Xuxa foi muito estranha...muuuuito estranha...E a rave dos piolhos então...kkkkkkk








quinta-feira, 12 de maio de 2011

Clownsciência



"A busca para compreender a consciência a partir de um ponto de vista puramente físico e biológico pode estar tão desprovida de sentido quanto a tentativa do palhaço de se elevar puxando os cadarços de sua própria bota"

terça-feira, 19 de abril de 2011

Projetos sociais para a hora do expediente



Claudia - Dona Borboleta e Fábio - Geleka

Grandes empresas permitem que funcionários usem horas de trabalho remunerado para atividades de voluntariado com escolas e hospitais


fonte: Fernando Scheller - O Estado de S.Paulo

Aprender a organizar o tempo não é mais algo que faz bem só para a vida pessoal de um profissional. Algumas grandes empresas permitem que o funcionário que cumpre suas tarefas sem usar todo o horário do expediente possa aplicar as horas que normalmente seriam dedicadas para resolver problemas pessoais, navegar na internet ou simplesmente reduzir a carga de trabalho de maneira mais produtiva: a participação em projetos sociais.

A multinacional americana de commodities Bunge envolve cerca de 5% de seus empregados no País - 400 pessoas em um universo total de 20 mil - em projetos sociais desenvolvidos por sua fundação. A principal atividade é o incentivo à leitura em escolas das periferias de comunidades de 9 dos 16 Estados onde atua. O investimento total no projeto é de aproximadamente R$ 2,7 milhões, segundo o presidente da Bunge no País, Pedro Parente. Hoje, cerca de 14 mil crianças são beneficiadas pela iniciativa.

Para incentivar a participação dos funcionários, diz o executivo, a empresa estabeleceu que cada voluntário pode ser liberado por duas horas semanais para atividades de cunho social. "Acertamos com os gestores que as pessoas podem ser liberadas desde que estejam com as todas as tarefas em dia", explica Parente. Ele diz também que o programa só é viável nas unidades de maior porte da empresa - onde há poucos funcionários, não há como dispor dos recursos humanos para o programa.

Entretanto, como a empresa tem 20 mil empregados, o executivo diz que será possível expandir o programa de maneira ambiciosa este ano. A meta é chegar a 15 comunidades atendidas até dezembro. Para Parente, o programa traz vantagens para os funcionários que vão além do objetivo principal: ajudar a formar melhores cidadãos. "É a chance de fazer algo totalmente diferente da tarefa do dia a dia, de desenvolver a própria criatividade."

O engenheiro de processos Marcio Massao, que trabalha na unidade da Bunge em Luís Eduardo Magalhães (BA), exercita sua veia artística em uma escola municipal da cidade. Além de coordenar o programa de voluntariado na unidade, ele também reúne as crianças para contar histórias, ajuda a organizar feiras literárias e auxiliou a reorganização da biblioteca da instituição. Massao conta que, além das duas horas semanais para se dedicar ao projeto, viaja para a matriz da Bunge para aprender conteúdos ligados ao programa social.

Organização. Outra empresa que usa o tempo dos funcionários para apoiar projetos sociais é a Embraco, de Joinville (SC). Uma das mais recentes tarefas da companhia foi reorganizar a administração de um hospital da cidade, aproveitando os processos administrativos que adota internamente. Cerca de 60 funcionários - incluindo 17 gerentes - dedicaram um total de 2 mil horas de trabalho para fazer uma "devassa" na gestão da instituição de saúde, incluindo as áreas de logística, almoxarifado, segurança e gestão de resíduos. Até a brigada de incêndio do hospital foi treinada pela Embraco.

De acordo com gestor da Embraco, Luis Felipe Dau, as oportunidades de melhoria encontradas foram muitas - somente nas áreas de limpeza e organização, 243 processos foram revisados. Ao aplicar o sistema de licitação desenvolvido internamente pela Embraco, Dau diz que o hospital também vai conseguir reduzir a burocracia: "O tempo gasto para o processo vai cair de 120 para 67 dias", explica.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011